sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Meliponário do Litoral

Sexta-feira passada saímos da EAJ com um destino ilustre: conhecer o Meliponário do Litoral, aqui pertinho, em Macaíba.
Assim que eu, a coordenadora e o Gregory (mais um dos estagiários) saímos do carro, fomos logo recebidos por Rivan Fernandes, o grande meliponicultor responsável pelo Meliponário do Litoral. Ele nos cumprimentou como se fôssemos velhos amigos, muito simpático e simples, foi nos apresentando seu meliponário e suas colônias, atentamente observávamos cada parte daquele “paraíso meliponico”, rsrs
Uma das estantes de jandaíra do Meliponário do Litoral.

Logo em seguida, o amigo nos mostrou o resultado de uma de suas divisões recentes através de uma técnica muito inusitada, em que uma colônia matriz doa todos os discos de cria para a colônia filha, ficando somente com os potes de mel e pólen e a abelha rainha, enquanto outra colônia doa as campeiras. O resultado foi impressionantemente, visto que em poucas semanas a colônia filha estava quase completamente formada. Essa me parece uma boa alternativa para um incremento na multiplicação de colônias, mas, como todo procedimento, precisa de um estudo detalhado, embora já tenha apresentado ótimos resultados.

A colônia filha, já dispondo de rainha e de crias novas em poucas semanas.

            Logo em seguida foi a hora de coletar espécimes das espécies de meliponídeos que o sr. Rivan mantém, capturamos as abelhas e as colocamos em pequenos frascos, no entanto, o que me chamou a atenção foi o que Rivan nos mostrou, na verdade eu já havia observado o fato no meu meliponário. Há uma distinção entre algumas jandaíras, o que lhes garante a seguinte nomeação pelos sertanejos:  "normal" e "preta miudinha". A "normal", além de ser maior que a outra, possui faixas esbranquiçadas na parte inferior de seu adomem, ao contrário da outra, que realmente é preta, e miudinha. rsrs
O Rivan inspecionando uma de suas colônias filhas,

           Em seguida, ele nos mostrou uma pequena moringa (Moringaceae sp.), árvore indiana de floração anual cujas sementes quando moídas tem o poder de purificar água. Ainda acabei saíndo com algumas sementes. rsrs
           Mas o tempo havia passado rápido, e já chegara a hora do almoço, tivemos que nos despedir, não sem antes ganhar de Rivan uma colônia para o nosso meliponário, fato esse que muito nos alegrou, já que toda ajuda é bem vinda e muuuuuuuuuuuuuuito apreciada! 
           Gostaria de colocar, em nome de toda a equipe, o quanto foi agradável e especial este contato que tivemos, visto que além de meliponicultor experiente, o senhor Rivan é uma pessoa maravilhosa, simples, humilde e agradável, um bom amigo e excelente meliponicultor.

Da esquerda para a direita: Rivan, Gunthinéia, eu e Gregory;

Afetuosamente,
Raul Rodrigues

Todas as fotos são de posse do autor.



                                                 

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